Entrevista com o Autor Marcelo Hissa

 

Entrevista com o Autor Marcelo Hissa



O autor e doutor Marcelo escreveu o livro A PENA AZUL, sua obra cujo conteúdo é reflexivo, conta a história de um homem que passa por uma situação difícil e precisa evoluir , crescer e amadurecer consigo mesmo, mas o interessante dessa obra é que esse personagem carrega o símbolo único de ser você, eu , nós. Com isso buscamos conhecer um pouco mais sobre esse percurso. Eu me chamo Jéssica e essa é uma entrevista com nosso autor.


2. Como nasceu a ideia do seu livro?

Veio como inspiração do alto. A estória simplesmente apareceu como uma necessidade de compartilhar certos pontos de vista com o grande público. Parte do que escrevi nasceu de situações que observei ao longo da vida — e algumas que vivi. O restante surgiu de maneira intuitiva, como se precisasse ser contado.


3. Quais foram suas maiores influências literárias?

Yogananda, O Caibalion, Chico Xavier, Vera Marinzeck, Robson Pinheiro e toda literatura que transita entre filosofia, espiritualidade e transcendência.


4. Como é o seu processo de escrita?

Neste primeiro livro, ainda não havia rotina definida. Eu simplesmente escrevia por longas horas todos os dias e só parei quando terminei — não é surpresa que tenha concluído em uma semana.
Nos livros seguintes, criei um hábito mais organizado: escrever ao menos um capítulo por dia, preferencialmente à noite, quando meus filhos estão dormindo.


5. Qual foi o maior desafio ao escrever esta história?

Encontrar palavras belas, simples e fluidas para traduzir ideias que chegavam prontas à minha mente. O enredo veio inteiro, sem grandes dúvidas sobre caminhos ou pontas soltas. Claro que, enquanto escrevia, surgiram detalhes naturais — pequenas subtramas que enriqueceram a obra.


6. Há algum personagem com quem você se identifica mais? Por quê?

Muitos perguntam se o livro é autobiográfico. Assim como Júlio, também fui estudante de medicina em outra cidade, dividindo república com outros estudantes. Ao mesmo tempo, sou médico endocrinologista e convivo com pacientes que, de certa forma, lembram um pouco dele. É impossível não deixar traços pessoais no que escrevemos, porém o livro fala muito mais sobre o que observei na vida do que sobre o que vivi.


7. Como você constrói o desenvolvimento emocional e psicológico dos personagens?

Fica mais simples quando carrego vivência e sensibilidade sobre o tema. Observo a realidade, entendo os motivos e os medos das pessoas e traduzo para o papel a profundidade espiritual que percebo nelas. Assim, a narrativa ganha camadas mais humanas e tridimensionais.


8. O que você espera que o leitor sinta ou leve da leitura?

Desejo transmitir uma mensagem de esperança para quem se sente perdido, sem saída, abandonado pela sorte, pela fé ou por Deus. Tento sempre oferecer uma luz. Já recebi relatos de leitores dizendo que o livro provocou pequenas mudanças em suas vidas — e isso, para mim, já cumpre totalmente o propósito da obra. Mesmo que não vendesse mais nenhum exemplar, eu estaria satisfeito.


9. Você realizou alguma pesquisa específica para compor o universo da obra?

Não. O universo é o universo que vivo diariamente. Não precisei criar muita coisa além do que já observo e acompanho como médico e como alguém atento à vida.


10. Qual cena foi a mais difícil de escrever e qual foi a mais prazerosa?

As cenas de fragilidade, perda e sensação de desamparo foram as mais difíceis, pois trazem sentimentos de vibração baixa.
A mais prazerosa é, sem dúvida, a cena nos jardins do desconhecido, com a parábola da borboleta — nela pude enaltecer a alma e a beleza do despertar interior.


11. Quais são seus próximos projetos literários?

Continuo escrevendo sem parar. Tenho dois livros em processo com editoras diferentes e um terceiro à procura de lar. Para respirar entre esses projetos, comecei a escrever poemas e contos — não adianta iniciar outra obra longa enquanto já tenho mais três na fila para publicação. Agora é tempo de deixar o fluxo literário seguir seu próprio ritmo.


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